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O racismo ainda organiza a nossa desigualdade

21 de novembro de 2017

Se concordamos que o Brasil é um país racista, por que não admitimos nossa parcela de culpa e reavaliamos privilégios? Durante a 14º Marcha da Consciência Negra, realizada em São Paulo no último dia 20 de novembro, perguntamos para pessoas que não participavam da manifestação se elas se consideravam racistas e levamos suas respostas para que os manifestantes interagissem.

“É intrínseco. As pessoas preferem dizer que não somos um país racista, mas somos bem racistas”, diz o advogado Marcos Silveira.

“O racismo existe e está em todos os lugares”, concorda a professora Gabriela Reis, que participava do ato. Ela conta, como exemplo, que já foi impedida de consumir em uma lanchonete com suas amigas. “Não pude entrar com minhas amigas negras porque acharam que a gente não ia pagar.”

A professora Adriana de Cássia Moreira, que também estava na manifestação, avalia que “as pessoas sabem que o Brasil é racista, mas não se consideram racistas porque pega muito mal”. “O caso do William Waack falando aqueles absurdos é o de menos. Evidentemente que ninguém merece ser enxovalhado na escola e no seu cotidiano. Mas o fato objetivo é que o racismo organiza a desigualdade no Brasil.”

Reportagem feita em parceria com a Rede Brasil Atual.

Reportagem: Aline Scarso e Igor Carvalho
Imagens: Pedro Biava
Edição: Igor Carvalho e Pedro Biava

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