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Terra das Chacinas 1: Exceção Permanente

2 de outubro de 2017

O dia 2 de outubro de 1992 é um marco na história brasileira. Há exatos 25 anos, o “Massacre do Carandiru” resultava no assassinato de 111 presos por policiais. O caso transcende o sistema prisional e oferece subsídios para um debate mais amplo sobre o genocídio reincidente provocado pelo Estado brasileiro contra as populações pobres.

Neste primeiro vídeo de três, entrevistamos o professor Dr. Salloma Salomão Jovino para entender as raízes da violência sistêmica do Brasil que resultaram no massacre de 25 anos atrás. Jovino é músico, historiador e professor na Fundação Santo André especializado em cultura e política negras dos séculos XIX e XX.

“A violência tem sido um instrumento radical de controle das elites brasileiras que têm produzido, ao mesmo tempo, um enriquecimento excepcional de si própria e o empobrecimento cada vez mais radical da maioria da população”, avalia o professor. “A polícia é um instrumento de controle da população feito pelas elites.”

Jovino considera que a violência policial no Brasil começa desde sua formação e continua até os dias de hoje, persistindo entre períodos democráticos e ditatoriais. “As elites produziram um pacto no final da ditadura [de 1964-85]: a reforma democrática, que vai desaguar na Constituinte. Entretanto, todo o aparato utilizado para ‘sangrar’ os adeptos da luta armada não foi desmontado, mas não tinha mais a luta armada. Contra quem se volta o aparato policial que não foi desmontado, nem desarmado?”, provoca.

Reportagem feita em parceria com o Brasil de Fato.

Reportagem: Caio Castor e Igor Carvalho, da Pavio, e José Eduardo Bernardes, do Brasil de Fato
Roteiro: André Godinho e Igor Carvalho, da Pavio
Imagens: Caio Castor e Fernando Solidade, da Pavio, e José Eduardo Bernardes, do Brasil de Fato
Edição: André Godinho, Caio Castor e Pedro Ribeiro Nogueira, da Pavio
Pesquisa de imagens: André Godinho e Pedro Ribeiro Nogueira, da Pavio

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